Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 414

Sofia Sá, o futuro do golfe mora em Belmonte Voltar

DO INTERIOR COM SUCESSO. Jovem golfista de apenas 15 anos, natural de Belmonte, começa a ser um valor seguro nesta modalidade e tem conquistado palcos nacionais e internacionais nos últimos anos

 

Jornal Fórum Covilhã (JFC) - Pratica golfe desde muito jovem. Quando começou e o que a levou a dedicar-se desde tão jovem a este desporto que ainda hoje é associado muito a atletas de idades mais avançadas?

Sofia Sá (SS) - Antes de mais obrigado pela oportunidade de dar a conhecer um pouco mais do meu percurso no golfe. Comecei neste desporto com apenas sete anos, porque sempre gostei de desportos individuais no geral, pois nestes só depende de nós e gosto dessa sensação. Depois com 9 anos fui campeã nacional em sub-10 e isso deu-me motivação para continuar a praticar este desporto que eu adoro.

 

JFC - Com apenas 14 anos venceu pela segunda vez seguida a Taça da Federação Portuguesa de Golfe, um feito impressionante em tão tenra idade. O que significaram estas importantes conquistas?

SS - Conquistas como estas, que são vencer por duas vezes seguidas a Taça da Federação Portuguesa de Golfe significam de facto muito para mim, até pela importância que têm no panorama nacional deste desporto e dão-me motivação para continuar a treinar e a lutar para ser cada vez melhor.

 

JFC - Atualmente ocupa o número dois do Ranking Nacional BPI (para amadoras da FPG). Qual a sensação de estar em segundo lugar? A que sabe esta responsabilidade?

SS - Na minha vida acabo por ocupar muito do meu tempo com o golfe e sem dúvida que é com muito treino e empenho diário e com a dedicação que coloco em tudo o que faço, principalmente no que se relaciona com o golfe, e todo esse esforço e dedicação refletem-se nessa minha classificação a nível nacional, da qual tenho muito orgulho.

JFC - Passar de amadora a profissional para ter acesso aos títulos que amadoras não podem, como lhe teria acontecido em Espinho mesmo que tivesse ganho a prova, é um passo fundamental a dar?

SS - Claro que sim, mas ainda tenho muito tempo para pensar nesse salto e se será de facto mesmo isso que quero para o meu futuro, e sem dúvida que teria de lutar mesmo muito para conseguir ser atingir esse patamar, e ser uma grande profissional neste desporto.

JFC - Entretanto deu o salto para a equipa da Quinta do Lago. O que significa para si representar esta equipa?

SS - Estou muito contente com a minha alteração de clube para a Quinta do Lago e satisfeita com o meu novo treinador, pois devido a essas alterações estou a ter uma grande progressão, como se tem vindo a demonstrar neste início de época.

JFC - Qual a sensação de atualmente representar a seleção nacional?

SS - Já represento a nossa seleção nacional desde o ano de 2017 e é e sempre será um enorme prazer ter a oportunidade de representar o meu país neste desporto e claro poder elevá-lo ao máximo possível.

 

JFC - De que maneira os torneios internacionais em que tem participado têm dado mais experiência e valências para desenvolver o seu jogo e aumentar o rendimento a nível nacional?

SS - Existem grandes jogadoras de golfe na Europa, que participam comigo nessas provas a que tenho tido a oportunidade de ir e sempre que represento a seleção nacional posso estar em competição com elas, e claro que esses desafios nos trazem muita experiência e mais-valias para as provas nacionais.

 

JFC - Quais são os objetivos para esta época? Quais os planos de futuro?

SS - Os objetivos desta época acabam por ser os mesmos que já tinha definido no ano passado, que passam por tentar ser campeã nacional absoluta, ser também campeã nacional no meu escalão, para além de conseguir obter boas classificações quando represento o meu país nas provas internacionais, e por último claro o sonho maior de tentar terminar como número 1 de Portugal.

- 11 Fev, 2020
- Fernando Gil Teixeira