Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 414

ANIVERSÁRIO DA CASA DA COVILHÃ EM LISBOA Voltar

A caminho da Capital, no Intercidades. É sábado, 15 de fevereiro e são 7,53. Tomamos os nossos lugares. Reparamos de imediato que os tabuleiros das costas dos nossos bancos e o chão, assim como um pouco por todo o lado, estão sujos de miolos de pão e lixo. O João Romano toma a iniciativa e apresenta reclamação ao revisor. Diz-nos tomar nota. E que tal situação não deveria acontecer. Pudera, são sempre quatro as funcionárias de limpeza que entram nas carruagens, no final das viagens, para a (in) devida limpeza – informa-nos. Ato cívico do companheiro de viagem. Esperemos agora a devida chamada de atenção às infratoras da limpeza. E que tal não se repita. O Tó Manel Rodrigues segue na carruagem da frente.

Chegada a Santa Apolónia. À nossa espera, lá se encontra o Presidente da Casa da Covilhã, Manuel Vaz Rodrigues. E agora já estamos no número 150 da Rua do Benformoso. O João Romano, delegado regional desta Casa, carregando com a caixa de pastéis de molho, sente um bálsamo nos seus braços ao deixá-la na cozinha. Damos uma espreitadela para a sala onde vai ser o evento. Tudo pronto, ou quase. Falta só colocar na parede o n.º 96 que faz sobressair o acontecimento. O Zé Ascensão Rodrigues, um pouco agitado, diz que não o coloca lá porque o tiraram. O homem da paciência, presidente da Casa, vai lá colocar o número. Corresponde ao aniversário.

A minha curiosidade vai para a biblioteca. É preciso ainda um longo trabalho. Há muitos livros oferecidos por covilhanenses que estão amontoados. Com dois dias a tempo inteiro resolvia-se o problema. Todos são voluntários. Mas viver em Lisboa não é viver na Covilhã. Compreensível.

Começam a chegar os Covilhanenses. Radicados a sua maioria na Capital, ou limítrofes. De raiz, uns; de coração, outros. De permeio, também alguns dirigentes da Casa da Covilhã: os meus amigos António Chorão, presidente do Conselho Fiscal, e a esposa; Luís António Ranito que vem de Alverca; Elói Cardoso Paiva, presidente da Assembleia Geral. Mas também os covilhanenses, do Ourondo, mas há muitos anos em Lisboa: Mário Tomé e seu primo Alfredo Tomé Carvalho. Recordam os tempos que passaram na biblioteca municipal da Covilhã, ao Jardim Público, nos tempos do Sr. Martins. Alfredo Tomé agarra-se à conversa. Cumprimentos a João Madeira Antunes, que também recordam nostalgicamente a antiga biblioteca municipal da Covilhã, e o Sr. Martins. Ficaram a saber que ele fora professor primário em Casegas e aí foram seus alunos o falecido Padre José Almeida Geraldes, antigo diretor do Notícias da Covilhã; e o professor doutor Arnaldo Saraiva. Um denominador comum é que quase todos passaram, nesse tempo, pelo seminário. No total, na sala, são 48 pessoas.

Chega o tesoureiro, José Hermínio Rainha. Aproveito e pago já a minha quota. O Tó Manel Rodrigues também faz o mesmo.

A Daniela Runa aproxima-se também. Não podia faltar. Ela é a vice-presidente da Direção. Para além de médica e fadista.

Os convidados começaram a chegar: o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira; Nuno Cardona Almeida, covilhanense deputado pelo Círculo de Castelo Branco; e Carlos Martins, presidente da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso.

O almoço inicia-se. Antes do partir do bolo aniversário, Manuel Vaz, presidente da Direção, sucintamente, em cinco pontos diz o que se fez e o que se pretende fazer. Há que dar voz aos mais novos. Nunca em tão pouco tempo foi conseguida uma lista para o próximo ato eleitoral. Está aí à porta. Seguiram-se as palavras de Carlos Martins, Nuno Cardona e Vítor Pereira.

A seguir coube-me a mim. Foi um convite honroso para falar sobre a Casa da Covilhã. Teria de ser breve, quão breve foram as restantes intervenções. E que não esquecesse de divulgar este evento nos semanários da nossa Região, que são ali muito desejados. Aqui fica o repto. O tema da inspiração: “Um pedacinho da Covilhã a caminho do Centenário”. Foram algumas estórias da história da Casa da Covilhã. Chegámos à conclusão de que são efetivamente 96 primaveras!

Muito haveria que dizer. O espaço não permite. Foi um êxito global. Termino conforme ultimei a minha palestra: “Queremos continuar a entrar na porta 150 desta Casa, no âmbito da nossa «Beiranidade» já que ficamos fartos de saber que o 10 é do Downing Street, lá para outras bandas a transvazar a Europa”.

Parabéns à Casa da Covilhã – a nossa Casa na Capital –, e também a todos os seus obreiros, com realce para esta sua dinâmica Direção.

 

 

- 18 Fev, 2020
- João Jesus Nunes