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Ano: IX
Nº: 414

Nuno Fazenda: “Medidas implementadas são positivas” Voltar

APOIOS. Linhas de crédito de apoio às empresas, aceleração dos pagamentos no âmbito do Portugal 2020, adiamento no pagamento de impostos, reduções no valor das contribuições à Segurança Social e moratórias na área da banca que estão em curso, foram apoios destacados pelo deputado eleito por Castelo Branco, Nuno Fazenda

O deputado eleito pelo círculo de Castelo Branco, Nuno Fazenda, que integra a Comissão de Economia e do Turismo, falou com o Jornal Fórum Covilhã sobre as medidas de apoio criadas pelo governo e que visam mitigar os efeitos provocados pelo Covid-19, na área do turismo.

“Há uma conjugação de medidas positivas que visam ir ao encontro das principais preocupações das empresas, no imediato”, começou por referir, acrescentando que “os diversos apoios devem ir sendo ajustados para fazer face a esta crise global”.

Na área do Turismo, o eleito por Castelo Branco, destaca que o conjunto das linhas de crédito já criadas, disponibiliza 1700 milhões de euros, dos quais 600 mil são para a restauração e similares e 270 mil euros são direcionados, exclusivamente, para micro e pequenas empresas. Também para as agências de viagens, de animação turística e de organização de eventos, estão disponíveis 200 milhões de euros, dos quais 75 milhões de euros são para micro e pequenas empresas.

Também para os projetos em execução com fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020, “foram tomadas medidas importantes”, com “maior celeridade nos pagamentos, podendo em alguns casos ser pago como adiantamento. Ficaram ainda suspensos os pagamentos das prestações que os empresários tenham de liquidar, no âmbito dos contratos de financiamento que viram aprovados ao nível dos sistemas de incentivos. Estamos a falar num diferimento por um período de 12 meses das prestações vincendas até 30 de setembro de 2020”.

Ao nível da fiscalidade, Nuno Fazenda sublinha “o alargamento dos prazos dos períodos fiscais” e “a redução a 1/3 das contribuições para a segurança social, nos meses de março, abril e maio”. Já no setor da banca, o deputado eleito pelo círculo de Castelo Branco apontou como “positiva a recalendarização dos empréstimos bancários, com extensão das maturidades, em coordenação com o Banco de Portugal”.

Nuno Fazenda notou que “as medidas não se esgotam” e que “vão  sendo ajustadas com a realidade que vivemos hoje”, prometendo a todos os empresários que irá “acompanhar a realidade das empresas e instituições e ser uma voz das suas preocupações no Parlamento”.

- 24 Mar, 2020
- Ricardo Tavares