Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 426

“O objetivo principal e imediato é conseguirmos o apuramento para a Segunda Divisão” Voltar

VALVERDE. Presidente e treinadora do Grupo Desportivo de Valverde, falam sobre a próxima temporada, a fase de acesso à segunda divisão nacional criada e como se vai preparar esse acesso

JFC – Qual a sensação de ver uma proposta única de um clube do Interior como o GD Valverde ser subscrita por tantos clubes e depois aprovada a nível nacional? Afinal os clubes daqui também podem ser ouvidos em sede de decisão?

CR – A sensação é de enorme satisfação e de gratidão, apesar de sermos nós a avançar com a ideia, acabou por ser a solução mais possível e mais justa para o desfecho da competição «Taça Nacional 2019/2020», porque se a competição terminasse conforme estava as 24 equipas que estavam para disputar a subida à primeira divisão ficariam impedidas do acesso a essa prova, e quem iria beneficiar desta situação seriam as equipas que estavam para descer. Com a criação desta competição intermédia sai toda a gente beneficiada, as equipas que iam descer não descem e as que estavam para o apuramento de acesso à primeira divisão irão ter a possibilidade de a disputar sem ter que regressar ao distrital. Sentimo-nos muitos felizes por todos os clubes terem aderido a esta ideia, por se ter criado um movimento coletivo que de designou «#Dividir Para Evoluir», este só possível com a ajuda da comunicação social, e a grande vitória é a do Futsal Feminino. Penso que todas as opiniões e pensamentos são válidos desde que bem fundamentados. Quem está por dentro da modalidade sabe bem que os moldes em que estão as competições de futsal feminino não são as mais adequadas quando olhamos para o futsal masculino, futebol feminino e masculino. Só o futsal feminino é que não tinha divisão intermédia. O facto de andarmos nisto há muitos anos leva-nos a querer mais e melhores condições para a modalidade que disputamos. Todas as propostas são aceites pela FPF se forem bem-apresentadas, bem fundamentadas e esta teve a particularidade de envolver de uma forma robusta os clubes, dirigentes, jogadoras nacionais e internacionais, comunicação social e as Associações de Futebol.

 

JFC – Quais são os objetivos para a próxima temporada? Se tudo correr como previsto quando é que está planeado o regresso aos treinos?

CR – Os objetivos para a próxima época são bem claros quanto ao escalão sénior feminino, numa primeira fase é conseguirmos o apuramento para a 2ª Divisão e depois a partir daí haverá uma redefinição dos objetivos, para já este é o foco. Quanto ao regresso aos treinos em pavilhão vamos tentar que em julho haja uma tentativa de regresso, vamos ver como se encontrará o panorama nacional e local do Covid-19 para também podermos tomar as melhores decisões.

 

JFC – Se se confirmar a subida da equipa, quais são os planos para o distrital? Manter uma equipa B?

CR – Para já a nossa equipa B está em condições de disputar o Campeonato Nacional Sub-19, vamos decidir se iremos estar presentes ou não ainda esta semana, a decidirmos avançar iremos ter com as coisas a correrem bem duas equipas a disputar campeonatos nacionais, o que é algo inédito no clube e na região. Em termos competitivos será algo altamente benéfico para as jogadoras, pois irão ter a oportunidade de estar no primeiro Campeonato Nacional Sub-19, poderão jogar com as melhores equipas e jogadoras da idade delas e claro que terão sem dúvida uma maior visibilidade.  O ter uma equipa B no distrital sem contarmos com a equipa júnior que poderá estar no Campeonato Nacional, poderá ser uma possibilidade na perspetiva de conseguirmos ter todas as jogadoras em competição, será algo ainda a analisar.

- 16 jun, 2020
- Fernando Gil Teixeira