Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 431

“A Boa Esperança nos últimos quatro anos privilegiou os jovens talentos da região” Voltar

FUTSAL. Telmo Roque, treinador principal do Boa Esperança há quatro temporadas, faz um balanço sobre o percurso seguro da sua equipa nos nacionais neste período e o que espera de uma nova temporada que tem tanto de incerteza como de desafio. O objetivo é a manutenção

 

Jornal Fórum Covilhã (JFC): O Boa Esperança é das equipas da região que está há mais temporadas consecutivas nos nacionais. Essa consistência é fruto de quê?

Telmo Roque (TR) - Sim é verdade, a Boa Esperança vai para a 26ª época consecutiva nos campeonatos nacionais, devido ao trabalho que tem sido realizado pelas várias estruturas diretivas de anos anteriores bem como de todos os seus jogadores e equipas técnicas que têm contribuído para que a Boa Esperança se mantenha competente e forte nos campeonatos nacionais onde tem entrado.

JFC - O trabalho de desenvolvimento de jovens talentos da região tem sido apanágio do clube, que tem dado palco e oportunidades a esses jogadores se mostrarem. É esse o futuro?

TR: Sim, a Boa Esperança nos últimos quatro anos privilegiou, e muito, jovens talentos da região, e exemplos há muitos: Diogo Almeida, Bruno Serôdio, Tiaguinho, Maurício, Zé Ricardo, João Silva, Fábio Mota, Francisco Ferrer… Alguns deles provenientes de equipas da região onde não tinham espaço, caso dos jogadores provenientes da AD Fundão, além de outros que subiram à equipa sénior da Boa Esperança provenientes dos juniores.

JFC - A academia de formação do clube também vem sendo uma grande aposta nos últimos anos. O objetivo é que a curto prazo estes jovens formados alimentem a equipa principal em quantidade? Quais os planos?

TR - O objetivo será sempre esse, mas infelizmente a academia não nos fornece nem a quantidade nem a qualidade que gostaríamos. O plano ideal seria que no futuro cerca 60 a 70% do plantel sénior fosse fruto do trabalho desenvolvido pela academia.

JFC - O Boa Esperança tem andado muito perto dos lugares cimeiros, ficando sempre aquele sabor de “quase” que chega à fase de subida. O que tem faltado? É um objetivo?

TR - A verdade é que temos conseguido ser competitivos em todos os jogos que disputámos nos últimos anos na 2ª divisão nacional, e  o objetivo principal é sempre assegurar a manutenção e continuidade nos campeonatos nacionais,  mas com o decorrer  do campeonato a verdade é que conseguimos manter-nos nos lugares cimeiros durante grande parte da época, o que faz com que nos últimos anos tenhamos elevado a fasquia para nós próprios de tentar ir um pouco mais além, mas infelizmente ainda não foi conseguido... Muito também devido à  forte competitividade de outras equipas e qualidade que têm, com plantéis recheados de talentos e jogadores de enorme qualidade, muitas vezes com jogadores de 1ª divisão.

JFC - Quais são os objetivos para a próxima temporada, em que o futsal foi totalmente reformulado e em que a exigência aumenta e muito?

TR - O objetivo traçado e com a incógnita do que será esta nova reformulação dos campeonatos e em que 75% das 88 equipas que entram na 2ª divisão vão descer para uma nova 3ª divisão, e até aos distritais, é a manutenção. Queremos muito continuar na 2ª divisão, sabendo antemão das várias equipas com este mesmo objetivo e que num primeiro momento teremos de ficar nos primeiros 4 lugares em apenas 9 jogos realizados.

JFC - Quatro anos à frente do leme da equipa. Qual o balanço desta passagem no clube até agora? O que podemos esperar do Telmo no futuro?

TR - Quatro anos à frente da equipa que têm sido de enorme crescimento, aprendizagem e satisfação. É um orgulho muito grande representar a Boa Esperança, pois a nível de futsal é o clube da cidade que me viu nascer e o balanço é bastante positivo pois temos apresentado muita qualidade em todos os jogos, batido recordes em termos de golos marcados e sofridos em relação a anos anteriores e o facto de nestes 4 anos o plantel ter sido alvo de enorme revolução e ainda assim conseguir manter uma equipa competitiva com jogadores jovens entre 18 e 23 anos é algo que me enche de orgulho. No futuro o que podem esperar da minha parte é muito trabalho para conseguir manter e aumentar ainda mais a qualidade da equipa e continuar a potenciar jovens valores como até aqui.

JFC - A importância do Machado na equipa e no clube é inegável. Qual a importância da decisão de o manter como dirigente agora que terminou a carreira dentro da quadra?

TR: - É muito importante a continuidade do Ricardo Machado na estrutura da equipa, pois apesar de não poder dar o seu contributo dentro da quadra, irá continuar a passar a mística aos jogadores que vierem para a Boa Esperança e a ajudar os que por cá continuam.

- 30 jun, 2020
- Fernando Gil Teixeira