Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 421

"Os Novos Dias" com Joaquim Matias Voltar

Carta de Pandemia

 

A população mundial foi confrontada recentemente com o COVID-19 que é o “ nome oficial atribuído pela Organização Mundial de Saúde, à doença provocada por um novo coronavírus que pode causar infeção respiratória grave como a pneumonia.

Este vírus foi identificado pela primeira vez em humanos no final do ano de 2019, numa cidade Chinesa, tendo sido confirmados casos em mais países.”

O novo coronavírus é atualmente reconhecido como uma ameaça à saúde pública, no contexto internacional.

A 31 de Dezembro de 2019 foi notificado à Organização Mundial de Saúde um cluster de pneumonias de etiologia desconhecida, em trabalhadores e frequentadores de mercados específicos na cidade de Wuhan na China.

A sete de Janeiro de 2020, as autoridades chinesas identificaram o novo corona vírus 2019 -n cov, como agente causador da doença.

A vinte de janeiro de 2020 estava ainda em curso investigação sobre este processo, assim como, sobre o reservatório e a história natural da doença.

Os governantes de muitos países do mundo, atentos e preocupados com a proliferação da doença, começaram a tomar medidas que entenderam ser as mais adequadas para o combate ao coronavírus- 19.

Como é sabido, a Lei de Bases da Proteção Civil definiu catástrofe  como “ acidente grava ou a série de acidentes graves suscetíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vitimas afetando intensamente, vitimas afetando intensamente as condições de vida e o tecido sócio económico em éreas ou na totalidade do território nacional “, sendo que a pandemia COVID-19 se enquadra nesta definição.

Como é sabido, todas as pessoas, são agentes de proteção civil e tendo em conta esta realidade, o Município da Covilhã liderado pelo seu Presidente, como primeiro responsável da proteção Civil, em Março de 2020, fez aprovar o Plano de Contingência CORONA VIRUS 2019 – n cov e implementou o mesmo.

O Serviço Municipal de Proteção Civil, articulado com o senhor presidente da câmara e senhores vereadores, produziu um vasto conjunto de documentos, dando assim cumprimento às diretrizes emanadas pelo governo e D.G. Saúde.

Houve sempre uma preocupação reforçada por parte da câmara municipal da Covilhã com o funcionamento de todos os setores sociais no concelho, de onde se destacam as trinte e quatro IPSS, sendo que, as mesmas elaboraram e implementaram os seus planos de contingência, tendo sempre presentes as condições do espaço físico das mesmas, os seus recursos humanos e os seus utentes.

Nas trinta e quatro IPSS do concelho,  existem mais de novecentos colaboradores, que desenvolvem o seu trabalho com cerca de mil e duzentos utentes nas diferentes instituições e cerca de oitocentos em domicilio.

O serviço municipal de proteção civil em colaboração com o setor da ação social da câmara, fez um rastreio das condições físicas dos utentes em cada uma delas , sendo que, existem  quatrocentos e quarenta utentes com patologias graves, quatrocentos e setenta e um com mobilidade , quinhentos e vinte e quatro utentes com mobilidade reduzida ou em cadeira de rodas e cento e oitenta e um sem mobilidade.

Na sequência desta realidade, a câmara Municipal entendeu, em colaboração com as juntas de freguesia e IPSS, fazer um levantamento de possíveis locais de isolamento, tendo neste momento 27 locais, dos quais 16 já devidamente operacionalizados com 311 camas devidamente montadas, para no caso de ser necessário fazer uma ou mais evacuações se proceda em tempo real.

De realçar também, que o serviço municipal de proteção civil participou até agora, em sessenta brefings  a nível Distrital, liderados pelo senhor Comandantes Distrital de Operações de Socorro.

Reunimos também semanalmente com os responsáveis das IPSS, e em algumas destas reuniões estiveram presentes  os responsáveis do setor das Saúde e o senhor diretor da Segurança Social, permitindo uma permanente atualização de informações úteis de parte a parte.

Teve a câmara municipal da Covilhã, a preocupação de, em colaboração com a faculdade  de Ciências da Saúde organizar uma bolsa de voluntariado, para no caso de ser necessário se implementarem ações no terreno de apoio aos mais necessitados.

Realçar a excelente cooperação que sempre existiu com ao responsáveis do setor da saúde, forças da ordem, Policia de Segurança Pública, Guarda Nacional Repúblicada, G.N.R de montanha, Bombeiros Voluntários da Covilhã, e funcionários do Município .

Esta pandemia, obrigou a Câmara Municipal a um elevado esforço financeiro, quer na aquisição dos testes, quer na aquisição de equipamentos de proteção individual que foram distribuídos a instituições e população residente no concelho.

Saímos do estado de emergência nacional e entrámos no estado de calamidade às 00:00 do dia 03 de maio e decorreu  até ao dia 17 de Maio.

Findo este estado de calamidade, é necessário que após este, as pessoas continuem  a cumprir o confinamento nos casos de doentes com o COVID – 19 e em vigilância ativa e a proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de dez pessoas, exceto em funerais, onde podem estar os familiares.

A retoma de vida social é possível e necessária, mas devemos continuar a cumprir as orientações da D.G Saúde, pelo nosso bem e pelo de todos:

.Higienização regular dos espaços

.Lotação máxima reduzida

.Higiene das mãos e etiqueta respiratória

.Distanciamento físico de dois metros

.Uso de máscaras nos transportes públicos, escolas, comércio e outros locais fechados com múltiplas pessoas.

A reabertura das visitas aos utentes nas IPSS, continua a ser uma preocupação de todos os envolvidos e decidimos sugerir que as mesmas só deveriam ser equacionadas  a partir do dia 1 de junho.

Outra preocupação é a reabertura das creches e jardins de infância, razão pela qual se procedeu a uma inventariação de todas as existentes no concelho e as pessoas envolvidas.

À população do concelho da Covilhã, o reconhecimento pela forma  responsável como tem cumprido as orientações emanadas .

Sejamos responsáveis e saibamos tirar as conclusões necessárias desta enorme lição com que o Planeta nos está a testar!

Por último, este vírus não tem feriados nem fins de semana, não escolhe o abastado ou o menos abastado, não escolhe raças, etnias, religiões, a todos ataca, pelo que devemos estar sempre atentos e cumpridores.

 

- 20 mai, 2020
- Joaquim Matias