Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 431

A Voz das Bancadas: Diogo Figueiredo, adepto da AD Fundão Voltar

FUTSAL. Diogo Figueiredo, líder da claque Ultras Fundão, é o adepto que mais vibra nas bancadas dos jogos da Associação Desportiva do Fundão (ADF). Tanto em casa como fora, os jogadores sabem que têm no Diogo uma voz que vai sempre puxar por eles, independentemente dos resultados. O Jornal Fórum Covilhã esteve à conversa com ele para entender melhor de onde surge esta paixão e da ligação que tem com o clube fundanense

 

Jornal Fórum Covilhã (JFC) - O Diogo é sem dúvida o adepto mais fervoroso das bancadas da ADF. De onde vem esta paixão pelo clube?

Diogo Figueiredo (DF) - Desde muito pequeno ouvia falar na Associação Desportiva do Fundão. Sou sincero, não sei bem explicar de onde vem esta paixão, mas é um sentimento especial e diferente quando apoio o clube da minha cidade. Costumo dizer que apoiar um grande clube é fácil, agora apoiar o clube da nossa cidade não é para todos e, talvez por isso, o amor ainda seja maior.  Mas talvez essa paixão se deva ao facto de, em pequeno, ter tido uma “ama” que ajudou a cuidar de mim e o filho dela, que até já pertenceu à direção, sempre foi grande apaixonado pelo clube e acompanhava o mágico Fundão e, por isso, sempre vi muitas camisolas do Fundão. Posso dizer então que provavelmente o bichinho começou desde aí, com a Jú Veríssimo e o Ricardo Veríssimo.

JFC - Qual o momento que mais o marcou até agora enquanto adepto da ADF?

DF - Já passei por vários momentos incríveis, todos os jogos, sejam em casa ou fora, são um momento especial e ímpar. Contudo, não poderia deixar passar em branco o facto de ter estado muito mal no hospital, numa das piores fases da minha vida e aí o atual treinador Nuno Couto (o “Super Couto”) entregou-me uma camisola com o meu nome e isso comoveu-me muito e foi, sem dúvida, um dos motivos que me fez ganhar os três pontos no hospital.

JFC - Qual o jogador que mais admira e porquê?

DF - Esta pergunta é muito difícil de responder (risos). Tenho vários jogadores que admiro e já tive a oportunidade, felizmente, de ver grandes jogadores. No entanto, por tudo o que já fez pelo meu Fundão, não poderia deixar este nome em vão, o grande Mário Freitas. Nem dá para explicar, se gostam dele como jogador ainda vão gostar mais como pessoa, um exemplo dentro e fora da quadra, tem magia nos pezinhos e para mim o Márinho é o REI.

JF - Liderar uma claque que já é histórica como os Ultras Fundão e garantir a sua renovação é uma enorme responsabilidade? Como tem sido essa experiência?

DF - Faço isso com alguma naturalidade porque amo realmente isto, amo mesmo este clube, faz parte do meu dia a dia. Ser o “líder” implica muita responsabilidade e os Ultras Fundão, que são uma claque muito respeitada, já passaram por fases muito más, cheguei a estar sozinho numa bancada a cantar. Mas posso dizer que nunca desisti e lutei pelos meus ideais, sendo esses ter os Ultras Fundão com a bancada cheia. Isso agora já acontece muitas vezes e fico verdadeiramente feliz pois, nessas fases menos boas, todos ao meu redor me diziam que talvez fosse melhor desistir, mas eu nunca virei as costas à luta. Penso que seja isso que me distingue de todos os líderes que já passaram por aqui, nunca virei as costas à luta. Posso dizer que hoje sou o líder que sou porque aprendi muito com os que já por cá passaram e a eles deixo o meu muito obrigado e espero que muitos deles voltem e se juntem a nós, precisamos de ser mais e mais. Todos são bem-vindos.

JFC - O pavilhão da ADF está cheio quando a equipa tem boas fases de resultados e vazio quando a fase é mais negativa. O que tem a dizer a esses adeptos que só seguem a equipa nos bons momentos?

DF: Isso acontece em todas as equipas e todas as modalidades. Infelizmente, as pessoas têm mentalidades muito reduzidas e, na minha opinião, não importa a divisão nem o momento da equipa, mas sim o amor ao clube. Claro que é difícil apoiar quando se está habituado a que a equipa se apresente a um grande nível e não o faz, mas se os adeptos não acreditarem quem vai acreditar?

 

 

- 28 jul, 2020
- Fernando Gil Teixeira