Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 431

“O grande desafio é a conscencialização” Voltar

Empresário aponta quebras de “50% na faturação”, mas sublinha que “o prejuízo é recuperável, se não houver um novo confinamento”. José António Pinho considera que é a altura do poder autárquico implementar medidas que ajudem os empresários a ultrapassar este momento

“A realidade do restaurante «Ó Serrano – de Repleto de Magia» é saber respeitar a Covid”, começou por afirmar José António Pinho, responsável por este estabelecimento no centro da cidade da Covilhã. “Tomamos todas as medidas possíveis. Reduzimos em mais de 50% a lotação do nosso espaço, temos um medidor de temperatura corporal à entrada, desinfetantes, possibilitamos a leitura eletrónica dos menus, além claro, da obrigatoriedade de todos os clientes usarem máscara. O cliente aqui encontra segurança e prova disso é o selo de segurança que nos foi atribuído pela Direção Geral de Saúde e pelo Turismo de Portugal”, acrescentou.

Para o empresário, a adoção destas medidas de segurança “são essenciais para vencer o vírus, adversário que veio para ficar”. “Como cidadão e empresário considero que é hora do poder autárquico, as Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, terem um papel mais interventivo na sensibilização da população. O grande desafio tem de ser a conscencialização de maneira a que todos os cidadãos compreendam que é hora de tomar o máximo de precauções. Se tomarmos o máximo de precauções, venceremos a Covid”, disse.

José António Pinho considera que o objetivo principal de todos, com a adoção de comportamentos responsáveis visa evitar novo confinamento. “Se existir outro confinamento, mais de metade das empresas fecham, e os funcionários públicos, além de não serem aumentados terão cortes nos seus ordenados, porque é impossível um país aguentar uma economia parada”.

O restaurante «Ó Serrano – de Repleto de Magia» esteve encerrado em parte do mês de março e nos meses de abril, maio e junho. No início deste mês reabriu, mas apenas às quintas, sextas e sábados. “Estamos a trabalhar 20 horas por semana, consideramos que não compensava abrir as 40 horas, pois resultaria em mais prejuizo. O restaurante tem de manter a sua qualidade e menus”, disse.

O empresário estima “um prejuízo superior a 50% neste ano no restaurante”. No entanto, se não houver novo confinamento “é um prejuízo que conseguiremos recuperar”. “Há empresas que pelo primeiro ano vão fechar com resultados negativos e todas as empresas que tenho vão chegar ao final do ano e apresentar prejuízos”, afirmou.

Empresário alerta poder local para a importância de implementar medidas

José António Pinho defende um papel mais interventivo do Poder Local, na revitalização da economia. “Na Covilhã, o preço da água é exorbitante. São muitas centenas de euros por mês que esta fatura representa e a autarquia deveria fazer um esforço para reduzir a fatura da água, especialmente, para as casas comerciais que este ano viram a sua faturação muito reduzida”, disse.

“Dinamizar o centro da cidade, com o lançamento de uma campanha que vise a revitalização do comércio e trazer lojas conceituadas para esta artéria da cidade. O trânsito na Rua Rui Faleiro está definido há 15 anos que devia ser de sentido único. Esta medida tem de avançar”, sublinhou.

Neste momento, o estacionamento no centro histórico da Covilhã é gratuito. José António Pinho defende que “a gratuitidade acabe. Só os carros parados no parque de estacionamento não geram movimento. O parque de estacionamento não deve ser gratuito, deve ter horas gratuitas e uma avença acessível”, concluiu.  

- 01 ago, 2020
- Ricardo Tavares