Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso websiteAo navegar com os cookies ativos consente a sua utiliza

Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: VI
Nº: 303

Covilhã: CDS tece duras críticas ao executivo Voltar

O CDS/Covilhã realizou na quinta-feira, dia 24, um plenário aberto a militantes e simpatizantes, que teve a participação do vice-presidente do partido, Adolfo Mesquita Nunes, e do secretário-geral, Pedro Morais Soares. Neste encontro foi avaliada a gestão do executivo camarário e abordadas as eleições autárquicas de 2017. 

Nuno Reis, presidente da Comissão Política Concelhia do CDS/Covilhã, começou por analisar o papel do CDS integrado no Movimento Acreditar Covilhã (MAC) neste mandato autárquico, sublinhando que “tem desempenhado um papel importante, apresentando um conjunto de propostas para o desenvolvimento do concelho”.


Nas críticas ao executivo presidido por Vítor Pereira, o presidente da Comissão Política Concelhia do CDS/Covilhã reitera que “há ausência de estratégia, marcada por três anos de navegação à vista que tem prejudicado os destinos da cidade da Covilhã. A Covilhã perdeu liderança a nível local e regional, mas lidera o panorama nacional pelas más notícias. A Covilhã tem hoje o pior cenário desde o 25 de abril a nível económico, social e de desenvolvimento político do concelho. A Covilhã nunca tinha assistido a este cenário de empobrecimento, de desaparecimento de empresas e instituições”, afirma.


Nuno Reis foi ainda mais longe nas críticas ao presidente da Câmara Municipal da Covilhã, atribuindo-lhe o “papel do coveiro”. Neste âmbito, João Bernardo, líder da bancada do CDS na Assembleia Municipal, acrescenta que “a política associativa deste executivo é vergonhosa, é a política do emplastro. Deixaram fechar os Brincalhões, o mesmo está a acontecer com a Adega da Covilhã, com a Rádio da Covilhã e a Câmara não faz rigorosamente nada, ou melhor, ajuda a enterrar”.


Neste ponto da ordem de trabalhos – a análise ao trabalho do executivo PS nos três anos que governa a autarquia - o vice-presidente do partido, Adolfo Mesquita Nunes, considera que “há dois tipos de pessoas na Covilhã: Os resignados que pensam que a Covilhã nunca vai vingar e os vencedores que construíram a cidade. Não é o ideal termos resignados a gerir uma Câmara do interior”, afirma.


Adolfo Mesquita Nunes avançou que pode haver na Covilhã “ambição, dinamismo e estratégia e não sei como é que alguém é capaz de governar sem definir prioridades que sejam conhecidas de todos, com objetivos e prazos definidos”. O vice-presidente do CDS considera que o partido na Covilhã “tem que passar a mensagem de que há quem não se resigne e seja capaz de colocar a Covilhã no mapa”.


CDS quer apresentar “candidatura mobilizadora e vencedora”


Na abordagem às eleições autárquicas de 2017, Nuno Reis informou os militantes e simpatizantes do CDS que “o partido tem mantido o diálogo com o PSD, no sentido de apresentar uma solução conjunta para 2017 para mudar o rumo da Covilhã. Temos estado neste aspeto com bastante humildade, mas ao mesmo tempo, com a exigência de defender o que é essencial nesta negociação, ou seja, os interesses da cidade. Temos esperado pacientemente que o PSD se reorganize internamente, mas o que reconhecemos é que para o CDS e para a cidade é necessária uma resposta rápida e pensada para 2017”.

Nuno Reis avança que o limite para o CDS “para preparar uma estratégia correta e ganhadora para 2017 é o final do ano de 2016. Já apresentamos este calendário ao PSD. É necessário que o PSD, CDS e independentes percebam que a Covilhã precisa urgentemente de uma estratégia conjunta, pensada e equilibrada para 2017”, afirma.
Já o vice-presidente do CDS considera que “não é compreensível que o Centro-Direita não apresente uma candidatura ambiciosa e mobilizadora a uma Câmara resignada até ao final do ano. Se assim não for acho que o CDS/Covilhã tem gente e força para avançar sozinho”, refere.


Questionado sobre a sua disponibilidade para fazer parte da equipa pela ligação que tem à Covilhã, Adolfo Mesquita Nunes diz que “a pergunta ainda é extemporânea”, sublinhando que “nesta altura há conversações entre o CDS e o PSD”, e que “o importante é a apresentação de uma candidatura mobilizadora e vencedora. Se o CDS decidir avançar sozinho, porque o PSD não apresenta uma candidatura mobilizadora, aí poder-me-á ser colocada essa pergunta”, reitera.


Já o militante do CDS, Paulo Ribeiro, tem uma opinião diferente na estratégia autárquica para 2017. “Não concebo uma ligação com o PSD que está de rastos. Podemos entrar num grupo de eleitores do MAC e do PSD. Temos condições para avançarmos sozinhos, mas aceitaria uma candidatura do centro-direita se for liderada por nós [CDS]”, conclui.

- 28 Nov, 2016
- Ricardo Tavares