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Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: VI
Nº: 303

O futuro da Covilhã no futuro de Portugal, confiando no futuro do Mundo Voltar

Propomo-nos, em tempo de conclusão de mais um ano de vida, perspectivar o futuro – em vez de nos limitarmos a evocar o passado. Porque o passado – suscitando, embora, legítimas e preocupadas reflexões – já foi vivido. Já passou. Já pertence à História. Preferimos, destarte, começar hoje a construir a História – pensar para agir já amanhã. Porque amanhã é o primeiro dia do nosso futuro colectivo. E somos nós que definimos o que queremos ser e para onde vamos, sem determinismos historicistas, nem “fados” inquebrantáveis: afinal de contas, não é isso a liberdade?

Que futuro, então, para a Covilhã? Pois bem, o seu – nosso, pois também nós a sentimos como nosso, nem que seja pela afectividade – município enfrenta diversos e variados desafios: o primeiro é, infelizmente, ancestral e que se traduz na sua posição geográfica. Isto porque as políticas públicas em Portugal são desenhadas a pensar apenas numa parte do país (o litoral), descurando as zonas mais interiores. Neste ponto, exige-se – para vencer este desafio, pois a Covilhã só sabe vencer e só pode vencer – que os decisores políticos locais sejam criativos e firmes na busca de soluções.

Hoje com a globalização tudo é relativo: a localização geográfica pode ser encarada como uma oportunidade (Espanha é já ali ao lado!) e as novas tecnologias da informação e comunicação permitem quebrar barreiras antigas, aproximando populações e negócios. Assim saibam os políticos do nosso município aproveitar o impulso que a Covilhã foi registando nos anos de 2010, 2011 ou 2012.

Por outro lado, o futuro da Covilhã não é dissociável do futuro de Portugal. Espera-se que, a nível nacional, a estabilidade política se traduza em estabilidade na definição e execução de políticas públicas viradas para o futuro – e que não se limitem a reproduzir soluções esgotadas e falidas do pretérito (muito) imperfeito. Ambição e esperança, exige-se. Comodismo e apego a meras ambições eleitorais, dispensa-se.

Finalmente, o futuro de Portugal depende do futuro do Mundo. Neste ponto, os receios são muitos, especialmente na Europa. Estaremos a assistir à desagregação da União Europeia? A vitória de Donald Trump poderá revelar-se positiva para a Europa e para o Mundo. Veremos. A acompanhar aqui no “Fórum Covilhã”, com o trabalho notável que só esta redacção lhe proporciona. Que venham muitos e muitos mais anos – este jornal é a verdadeira Estrela da Serra!
joaolemosesteves@gmail.com

- 29 Nov, 2016
- João Lemos Esteves