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Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: VII
Nº: 378

«Do Interior… Com Sucesso» : Da UBI com passaporte para a Primeira Liga Voltar

RUBRICA. Podemos vê-lo na Primeira Liga de futebol e tratá-lo por Ricardo Monteiro não seria a mesma coisa, esta semana «Do Interior…Com Sucesso» traz-lhe o Médio do Rio Ave, Tarantini

 

Desde pequeno que sonha com o mundo do futebol e atualmente ostenta as cores verdes e brancas do Rio Ave. Um percurso feito do «zero» mas que o próprio confessa ter sido feito, “com muita vontade, persistência e sacrifícios”.

Com um percurso no futebol já extenso, Tarantini viu o seu sonho de ser jogador profissional de futebol ser realizado no Sporting da Covilhã, “foi aí que me tornei profissional de futebol”, confessa. Após deixar a sua marca na «cidade neve» durante cinco anos, tanto na Universidade da Beira Interior como no clube da cidade, o jogador apostou tudo no futebol e rumou para o Gondomar e para o Portimonense onde jogou apenas uma época em ambos. Agora encontra-se no clube da primeira liga onde joga desde 2008, “são já 17 anos de futebol profissional”.  

O jogador é natural de Baião mais precisamente da freguesia de Gestaçô e o seu percurso académico trouxe-o até à cidade da Covilhã. Entrar para a UBI não foi a sua primeira opção, e o conhecimento que tinha da cidade e da instituição era através da família, o jogador da primeira divisão confessou ainda que, “não foi a minha primeira opção mas foi um amor à primeira vista”, contando ainda que mais tarde teve a possibilidade de ir para a sua primeira opção antes da UBI mas decidiu ficar a frequentar o curso de Ciências do Desporto. Para além da licenciatura Tarantini resolveu formar-se também em Mestre de Ciências da Educação também na UBI e agora vê-se focado no Doutoramento que aborda o tema das transições de carreira no desporto. O atleta profissional guarda bons momentos da sua passagem pela cidade da Covilhã referindo ainda que, “hoje olho para trás e reconheço que por vezes as nossas oportunidades aparecem quando menos esperamos”. Mostrou ainda o orgulho que tem em um dia ter sido um estudante «ubiano», que fez com que conseguisse um lugar no futebol profissional, “foi por ter ido para a UBI que me permitiu ter a possibilidade de jogar no Sporting da Covilhã”.

Cada vez mais podemos ver uma formação académica nos jogadores profissionais de futebol e Tarantini é um grande exemplo de que «jogar à bola» e estudar pode ser uma realidade, “fi-lo de uma forma natural com influência familiar, agarrado a incertezas de uma carreira que poderia ou não acontecer e com preocupações com a minha qualidade de vida futura”, confessou ainda o jogador. Segundo Tarantini fazer a sua formação académica na UBI foi ainda uma forma de ver o desporto de uma maneira diferente, “os docentes e a diferenciação do curso a nível nacional mostrou-me um Desporto diferente daquele que conhecia”.

O jogador começou desde cedo a praticar futebol, tendo tido a sua formação base no Amarante Futebol Clube até ao primeiro ano de júnior, quando chegou à cidade da Covilhã tinha ainda 17 anos e faltava-lhe jogar um ano no nível de juniores. Por influência de um amigo ingressou na equipa do Sporting da Covilhã para a equipa de juniores. “Foi um ano divertido onde conheci uma realidade diferente daquela que tinha vivido no Norte”, confessa. Foi também no clube da Covilhã que o atleta começou a sua carreira profissional e de onde surgiu a alcunha Tarantini, que terá sido colocada pelo seu treinador da equipa júnior do SCC. Ricardo Monteiro, lembramos-lhe o seu verdadeiro nome, terá sido batizado de Tarantini por ter semelhanças com o defesa esquerdo da seleção argentina, Alberto Tarantini.

Após terminar a sua formação académica o jogador da Primeira Liga decidiu abandonar a região devido a que, “tinha também terminado um ciclo no Sporting da Covilhã e pretendia tentar chegar a outro patamar no futebol”.

Para além da sua formação futebolística e académica, Tarantini lançou também uma plataforma digital, «tarantini.pt» com o propósito “de alertar os agentes do desporto para a dura e ilusória realidade que se vive no desenvolvimento de uma carreira no mundo do desporto profissional”, referiu o atleta. A juntar ao seu portefólio o jogador lançou também um livro, «A Minha Causa», realizando ainda palestras em escolas, clubes, universidades e empresas, “tem sido a forma que criei para chegar às pessoas, independentemente da sua organização”. Desde o início do projeto Tarantini já realizou mais de 70 palestras.

E quando pensávamos que não podíamos acrescentar mais nada ao currículo do jogador profissional, eis que o mesmo é premiado no ano de 2018 com o Prémio Ética no Desporto, “foi uma sensação tremenda, principalmente porque quando avancei com o projeto poucos acreditavam e eu fui na mesma”, confessou o atleta.

Ricardo Monteiro é um exemplo de superação e sucesso, veio ter à cidade da Covilhã que o ajudou a chegar ao mundo profissional do futebol, neste momento garante que a «cidade neve» não se encontra nos seus planos, mas confessa ainda que, “nunca se sabe, há oportunidades que aparecem quando menos esperamos”.

- 02 Abr, 2019
- Rita Mateus
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