Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: VII
Nº: 387

WOOL: O festival que dá cor às ruas da Covilhã Voltar

ARTE URBANA. Durante alguns dias a cidade da Covilhã recebeu mais um Festival de Arte Urbana que deu cor e alegria às ruas da cidade

A Covilhã recebeu nos últimos dias mais um Festival de Arte Urban – WOOL. O nosso Semanário esteve à conversa com uma das organizadoras. Lara Seixo Rodrigues fez um balanço “muito positivo do evento”. “O balanço não poderia ter sido mais positivo. Em tudo no que se refere aos resultados artísticos, à participação e envolvimento da comunidade nas várias atividades que integram a programação do festival ou simplesmente no rebuliço que é possível sentir pela cidade”, afirma. Nesta edição do WOOL foram realizadas quatro intervenções, de dois artistas estrangeiros e dois artistas portugueses.

Lara Seixo Rodrigues afirma que “todas as intervenções são criadas para este contexto territorial. Cada artista tem o seu processo de trabalho próprio e esta conexão tem de ser integrada neste processo do autor”.

A responsável refere ainda que “para além dos artistas visuais, a programação integra outras atividades que são orientadas/realizadas por outros artistas. Tivemos connosco a artista e ilustrador Margarida Girão que realizou 2 oficinas de colagem criativa, uma com as turmas de arte da Escola Campos Melo e outra aberta ao público durante o fim-de-semana. Todo o festival foi acompanhado pelo reconhecido realizador Vasco Mendes que irá realizar um mini documentário sobre esta edição 2019 do WOOL. Como já vem sendo tradição, encerramos de certa forma o WOOL com um concerto em pleno centro histórico da Covilhã, nas Escadinhas do Castelo, com os músicos Tó Trips (dos Dead Combo), acompanhado por João Doce (dos Wraygunn), que partilhou com o público algumas das suas memórias de juventude que foi passada na Covilhã”, conta.

Esta edição 2019 do WOOL conta com financiamento por parte da Câmara Municipal da Covilhã e da ADC - Águas da Covilhã, mas “como vimos dizendo nos últimos anos, o WOOL nunca seria possível sem o patrocínio e apoios que recebemos de entidades e empresas locais, que se associam ao festival porque entendem a enorme mais-valia e valor acrescentado efetivo que este aporta à cidade”. “Destacando algumas delas: as Tintas CIN que desde 2011 fornecem a tinta plástica, o grupo Natura IMB Hotels que nos últimos 3 anos possibilita a estadia da equipa artística nos seus hotéis (Puralã e Sport Hotel), os restaurantes Taberna A Laranjinha, Casa das Muralhas, Simply Sugar e Repleto de Magia que apoiaram integralmente as refeições para toda a equipa artística e de produção. Existem um outro enorme conjunto de entidades que apoiam logisticamente toda a programação do WOOL, desde a fase de acolhimento dos artistas, à programação concretamente dita, como: A Tentadora, New Hand Lab, Burel Factory, Asta, UBI, Escola Secundária Campos Melo, e Guardiões da Serra da Estrela”, afirma.

Quanto ao trabalho realizado por este projeto, Lara Seixo Rodrigues, diz que “não poderíamos estar mais satisfeitos com o trabalho realizado desde o início do WOOL em 2011”. “Sendo o mais antigo festival de Portugal no que se refere a estas expressões plásticas, continua a afirmar-se e é reconhecido como um evento único, diferenciador e que tem atraído até à Covilhã, muitos artistas nacionais e internacionais de topo, muitos jornalistas especializados e turistas que através das várias intervenções descobrem a cidade e este território, sua história e atualidade. Era este um dos objetivos iniciais do WOOL e é com enorme prazer e orgulho que vemos este e outros objetivos, como o envolvimento da comunidade, serem atingidos ano após ano, apesar da sua realização inconstante”, refere.

O trabalho do WOOL, no entanto, não se esgota nos dias do festival. Durante todo o ano são realizadas visitas guiadas mediante marcação, bem como a preparação e produção do festival. “Fica a promessa de que continuaremos a trabalhar para que o WOOL continue a crescer e a ser motivo de orgulho para os covilhanenses e para o Interior. Sendo que este trabalho terá de ser feito em conjunto com todas as entidades referidas e com reforço do orçamento de que atualmente dispomos”, conclui.

 

 

- 11 Jun, 2019
- Vitor Aleixo