A USCB/CGTP-IN, a Inter-Reformados/Castelo Branco, a Associação de Reformados da Covilhã e a União de Reformados do Tortosendo reuniram com o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, e com o vereador João Marques.
Segundo os sindicatos a reunião tinha os seguintes objetivos: analisar a questão dos passes sociais e bilhetes pré-comprados de janeiro, em que não se verificou a redução de 75% no preço dos passes sociais dos portadores do cartão social e do passe +65 anos; a implementação da gratuitidade dos transportes para os portadores do cartão social, a redução global dos preços dos transportes para todos os utentes, incluindo os urbanos e suburbanos (das freguesias rurais).
Os sindicatos presentes na reunião afirmam em comunicado que “o presidente da Câmara informou que a redução de 75% é para manter e, por isso, os utentes na aquisição do passe e dos bilhetes pré-comprados de fevereiro, não pagarão qualquer valor, devendo, no entanto, apresentar o comprovativo do pagamento efetuado na aquisição do passe e bilhetes de janeiro”. “Os reformados maiores de 65 anos não terão de apresentar o Cartão Social Municipal, mas tão só o BI/Cartão do Cidadão”, frisam.
Sobre a gratuitidade dos transportes ao sindicatos afirmam da sua parte foi “reafirmado que a atual Câmara tinha e tem o dever de cumprir com o acordado em 2025 com o anterior presidente da câmara, Vítor Pereira, que, lembramos, assumiu publicamente o compromisso de implementar a gratuitidade e redução global até final do mandato, o que não aconteceu”.
“Após alguma troca de opiniões, com sentido construtivo, o presidente da Câmara e o vereador João Marques reafirmaram que, no imediato, não tinham condições de aplicar estas medidas. No entanto, assumiram que o princípio de gratuitidade para os portadores do cartão social, embora com alguma modelagem em função dos rendimentos, e o objetivo de redução do preço para todos os utentes dos transportes urbanos e suburbanos se mantém. Neste sentido, informaram que estão a estudar a forma de no mais curto tempo possível fazer uma reorganização dos transportes suburbanos, tendo como meta, para este caso, criar um passe único não superior a 30 euros para as freguesias rurais; estudar a forma de proceder à gratuitidade para os portadores do Cartão Social Municipal e para os reformados com mais de 65 anos e à redução geral do preço para todos os utentes”, dizem.
“Atendendo, à necessidade, que a câmara invocou, de fazer um estudo dos impactos financeiros e técnicos de todas estas medidas, ficou acordado que dentro de dois meses haverá nova reunião para tratar das questões em apreço. Por fim, chamamos a atenção para as más condições de alguns autocarros, para as questões dos horários e para a má colocação de algumas paragens, tendo o presidente da autarquia anotado para possível correção”, refere a mesma nota
Os sindicatos realçam ainda “como nota final queremos dizer que, embora com o silêncio de quem tem obrigação eletiva para o fazer, nós estamos atentos e interventivos e assim vamos continuar. Para isso precisamos do apoio da população, dos trabalhadores e dos reformados”.