"Esta é a minha linguagem. O que me identifica, o que me define como fazedora de peças, é o que está cá dentro posto cá fora. De uma forma delicada, feitas com calma, com tempo e sentimento, assim vejo as minhas peças. Cada uma delas tem uma linguagem própria e têm o propósito de despertar sentimentos”. (Sílvia Jácome)
É com estas palavras que Sílvia Jácome descreve a sua exposição de cerâmica decorativa intitulada “Linguagem!” na Galeria António Lopes, cuja inauguração se encontra agendada para o dia 11 de abril
A exibição estará patente ao público até 14 de junho, de terça-feira a domingo, entre as 10:00 e as 18:00, com entrada livre.
O conjunto de peças em exposição é feito de um minimalismo expressivo, muito baseado no design simplificado, inspirado na natureza.
Obras minimalistas com alma, executadas em cerâmica e porcelana, peças decorativas de uma beleza e elegância simples, com vidrados de cores suaves e com altos relevos de inspiração natural. Em grande parte das suas peças, a cor interior é diferente da exterior, criando um elemento de contraste, como são exemplo as taças e o conjunto de pratos inspirados nos bordados tradicionais, com o seu interior de cor vermelho ardente.
Sílvia Jácome nasceu em 1973, em França, e muito cedo veio para Portugal, para Tomar, a cidade dos seus pais.
A cerâmica entrou na sua vida quando frequentou o curso de Design e Tecnologia para a Cerâmica na ESAD das Caldas da Rainha em 1994.
Durante alguns anos trabalhou na indústria da cerâmica, no entanto, a vontade de fazer peças diferentes, que expressassem a sua voz, fez com que acabasse por criar o seu próprio projeto.
Ao longo do seu percurso profissional frequentou vários cursos e formações no Cencal. Participou em feiras, mercados de artesanato, design e cerâmica em várias cidades do país e nos Países Baixos. Participou em exposições coletivas e, no ano de 2024, realizou a sua primeira exposição individual na cidade onde reside e trabalha, as Caldas da Rainha.
Neste mesmo ano foi-lhe atribuído o prémio de Melhor Peça de Artesanato com ligação à Identidade e Património da Covilhã, durante a Fiada 2024. Esta peça encontra-se em exibição na receção dos Paços do Concelho da Covilhã e invoca a tradição artesanal da Covilhã através de camadas sobrepostas a lembrar o burel.
“Criar para mim é uma necessidade. Quando crio sinto que faço alguma coisa valer a pena.”