Integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Museu Arqueológico Municipal José Alves Monteiro irá promover, no dia 16 de abril de 2026, pelas 18h00, no Museu Municipal, a conversa aberta “A Voz das Pedras – Da presença romana no espaço urbano do Fundão”.
Na sessão será apresentado o mais recente achado arqueológico: uma inscrição funerária dedicada aos Deuses Manes, que, juntamente com outros vestígios, contribuiu para redefinir a cronologia da cidade, antecipando em cerca de 500 anos o que se considerava ser o momento fundacional da ocupação deste território.
O monumento foi oferecido à autarquia por Augusto Ramalho, num “gesto de grande altruísmo e de enorme exemplaridade cívica na defesa do património do concelho do Fundão”, segundo o Presidente da Câmara Municipal do Fundão, Miguel Gavinhos.
Para Pedro Salvado, Diretor do Museu do Fundão, “a arqueologia redefine sempre origens. Ao assumi-lo, confirmamos aquilo que era uma hipótese lançada há duas décadas: o Fundão romano foi uma realidade. Somos uma paisagem resultante de uma ocupação humana milenar. A sedimentação cultural está presente, importa continuar a desvendá-la.”
A zona antiga do Fundão encontra-se atualmente em profunda renovação, com alterações significativas na contextualização e salvaguarda do seu património edificado. Este programa tem sido acompanhado por investigações arqueológicas levadas a cabo pela equipa do Município do Fundão, permitindo reconstituir a história e a génese urbana da cidade.
A apresentação da inscrição será conduzida por Armando Redentor, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em epigrafia e membro do Conselho Consultivo da revista científica Eburobriga, publicação do Museu do Fundão.