O encerramento do 20º aniversário das Adufeiras do Paúl acontece durante todo o mês de maio de 2026 e traz duas grandes novidades à vila do Paúl e ao concelho da Covilhã: a Festa do Adufe e o Folkclorada, respetivamente. Sob o título “o matrimónio e o adufe” esta iniciativa, promovida pela Casa do Povo do Paúl, centra-se na etnografia e no património enquanto passado vivo e pretende celebrar a memória coletiva e o futuro da comunidade, com foco no papel fundamental da mulher na conservação do património cultural imaterial e na importância do adufe enquanto instrumento musical do nosso vernáculo.
A Festa do Adufe, que se realiza habitualmente em Monsanto, desloca-se este ano para o Paúl entre os dias 1 e 3 de maio, constituindo-se como uma masterclass intensiva dirigida pelo investigador e músico Rui Silva para explorar o canto, o toque e a memória deste instrumento. Tem ainda a participação de Joana Negrão (A Cantadeira) e Ana Clément como formadoras. Embora as inscrições para as atividades de aprendizagem já estejam esgotadas, o público poderá assistir à apresentação dos resultados criados durante este encontro no dia 3 de maio pelas 15h, na Igreja Matriz do Paúl.
O Folkclorada apresenta-se na sua primeira edição como as jornadas das novas etnografias, propondo um espaço de debate e reflexão sobre temas como o folclore enquanto inspiração para a dança contemporânea ou a música moderna. Este encontro pretende levar a etnografia do povo até à cidade da Covilhã, onde se realizarão diversas actividades que acolhem a ruralidade nas sedes dos diversos parceiros envolvidos. Dentro das actividades propostas encontramos oficinas de manualidades (construção de adufes) e de artes (canto, toque e dança), conversas temáticas, exposições e bailes. A programação será lançada durante o princípio do mês de maio. Estas jornadas terminam com a apresentação do espetáculo de encerramento que acontecerá dia 31 de maio pelas 16h30 no Teatro Municipal da Covilhã.
Este espectáculo resultará de uma residência artística realizada com o grupo Não És Tu Sou Eu. Este trio formado por Inês Lopes e João Godinho nas concertinas e Pedro Calado na percussão, dedica-se desde 2019 àreinterpretação de música tradicional portuguesa em contexto de baile. Em 2023, com o selo da Marisco Sonoro, o colectivo lançou o seu álbum de estreia, intitulado “Ind’ agora aqui cheguei”, no qual reúne nove temas pouco divulgados do cancioneiro português, cada qual com uma dança tradicional associada. Agora, o trio junta-se às celebrações do 20º aniversário. Seráuma partilha recíproca de canções, danças, vozes, concertinas e percussões, e um encontro enriquecedor de experiências musicais. Quem sabe estarão aqui lançadas as sementes para um promissor novo disco? A residência artística ainda não estáaberta a inscrições, mas no princípio do mês de maio serão reveladas as condições de participação bem como o seu programa específico de criação comunitária, tal como aconteceu na primeira residência que inaugurou o 20º aniversário.
O programa de encerramento conta com o apoio fundamental da Junta de Freguesia do Paúl e da Câmara Municipal da Covilhã, para além dos parceiros CooLabora, Paróquia do Paúl, GIR do Rodrigo, Galeria António Lopes, Cisma, TradBalls, Museu de Lanifícios, Ananda Kalyani, Cherry Hotel, Conta Lá, entre outros.