O Teatro Clube de Penamacor acolheu a 5ª edição das Jornadas de Religiosidade Popular, este fim-de-semana, dias 1 e 2 de maio. À semelhança de anos anteriores, o encontro reuniu investigadores portugueses e espanhóis, promovendo o diálogo em torno das práticas religiosas e culturais da raia ibérica.
Com enfoque nos cultos e romarias locais, a iniciativa tem como objetivo aprofundar o estudo da religiosidade popular e reforçar a importância da preservação da memória e da identidade cultural destas comunidades.
Durante o evento, foi, ainda, apresentada a 4ª edição da Revista de Religiosidade Popular e prestadas homenagens a Fernando Florêncio, professor de Antropologia da Universidade de Coimbra e membro da comissão científica das Jornadas, e a Diamantino Gonçalves, fotógrafo profissional.
Presente na mesa de abertura que marcou o arranque das jornadas, o Presidente da Câmara Municipal de Penamacor (CMP), José Miguel Oliveira, manifestou a sua satisfação com a relação e o respeito conquistados junto da prestigiada Universidade de Salamanca nesta área. “A relação e o respeito que o Município conseguiu granjear, fruto do trabalho desenvolvido junto da Academia de Salamanca, são absolutamente notáveis. Trata-se de uma ligação que devemos, claramente, reforçar e aprofundar. Penamacor, Salamanca e todos os territórios de ambos os lados da fronteira constituem a Raia; a barreira linguística, para quem aqui nasceu, praticamente não existe e partilhamos um forte sentido de identidade territorial. Estas iniciativas são fundamentais, pois aproximam dois povos, promovem o estudo das nossas tradições, dos nossos rituais e das nossas manifestações religiosas, reforçando, igualmente, as nossas relações”, afirmou.
A concluir, o autarca demonstrou ambição em ir mais longe. “Temos vindo a desenvolver um trabalho muito relevante associado à Senhora da Póvoa, que estamos agora a estender a outros Santuários Marianos. O objetivo passa por criar uma rota turística em torno destes santuários e desta dimensão religiosa. Felicito todos os envolvidos, que tornaram possível alcançar esta quinta edição e a quarta publicação da revista. A partir do dia 1 de junho, enfrentamos ainda o desafio de manter todos os nossos monumentos abertos ao longo de todo o ano. Queremos criar valor e dar a conhecer o que fomos, o que somos e aquilo que poderemos vir a ser”, concluiu.
Esta iniciativa foi organizada pelo Município de Penamacor, através do Museu Municipal, em parceria com a Universidade de Salamanca e o Instituto de Investigações Antropológicas de Castela e Leão.