Beira Baixa e Extremadura exigem ligação Lisboa-Madrid até 2029
Por Jornal Fórum
Publicado em 21/05/2026 11:02
Sociedade

O Município de Idanha-a-Nova e a Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte da Extremadura & Beira Baixa lideraram, esta terça-feira, 20 de maio, uma mobilização transfronteiriça junto à Ponte Internacional de Monfortinho para exigir a concretização da ligação Lisboa-Madrid através da conversão em autoestrada do eixo EX-A1, entre Moraleja, e Castelo Branco, através da A23.

A iniciativa, realizada sob o mote “Cooperar para travar o despovoamento”, reuniu autarcas, instituições e populações dos dois lados da fronteira, numa ação conjunta dirigida aos governos de Lisboa e Madrid, defendendo o início das obras já em 2026 e a conclusão do corredor estratégico até 2029.

Durante o evento, os responsáveis políticos destacaram o impacto socioeconómico da infraestrutura para a região raiana. Entre os intervenientes estiveram a presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, o porta-voz da ATE, Francisco Martín, e o presidente da Câmara Municipal de Moraleja, Júlio César Herrero.

Na sua intervenção, Elza Gonçalves classificou o projeto como um marco de justiça, coesão e respeito pelas populações do interior, considerando que a implementação do IC31 com perfil de autoestrada poderá reposicionar a região como um novo eixo estratégico ibérico.

A autarca afirmou que “esta obra ultrapassa a engenharia e o território. Esta é a autoestrada da esperança de um povo inteiro. É o canal que libertará o potencial adormecido de uma região que exige, por direito e por justiça, o seu lugar no futuro”.

A presidente do município destacou ainda que a reivindicação é legítima, defendendo que os cidadãos da Beira Baixa têm os mesmos direitos que os habitantes das grandes cidades no acesso a infraestruturas e oportunidades de desenvolvimento.

Segundo Elza Gonçalves, a concretização do IC31 em perfil de autoestrada é vista como fundamental para atrair investimento, fixar população jovem, promover o turismo e melhorar a qualidade de vida na região.

A autarca sublinhou também que o desenvolvimento do território deve assentar no equilíbrio ambiental e no crescimento sustentável, reiterando a oposição institucional do município à instalação desmesurada de centrais solares de grande escala na região.

A mobilização terminou com uma mensagem de união entre Portugal e Espanha em defesa da melhoria das acessibilidades e da valorização das populações da raia.

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