Direção dos Bombeiros da Covilhã afirma que “determinação manter-se-á inabalável na defesa dos valores da Instituição” e refuta acusações
Por Jornal Fórum
Publicado em 26/05/2026 11:38
Sociedade

A Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, emitiu um comunicado sobre os factos que os trabalhadores e o STAL falaram na última reunião da edilidade covilhanense. “Na sequência da exoneração apresentada pelos três elementos do Comando, em 5 de janeiro de 2026, e posteriormente aceite pela Direção, foi desencadeado um processo de seleção para a escolha do novo comandante do Corpo de Bombeiros. No âmbito deste processo, a Direção reuniu com os oficiais, Chefes e Sub-Chefes do Corpo de Bombeiros, dando-lhes conhecimento da intenção de ouvir as suas opiniões e contributos relativamente à escolha do futuro Comandante. Para esse efeito, foi distribuído um documento de caráter anónimo, previamente elaborado, contendo um conjunto de questões relacionadas com o processo em curso. Todos os participantes foram devidamente informados de que os contributos recolhidos não tinham caráter vinculativo, servindo apenas como elemento de apoio à decisão da Direção”, referem 

A Direção frisa ainda que recebeu “igualmente a visita de cinco inspetores da Polícia Judiciária, que procederam à recolha de informações e documentação solicitada. Importa esclarecer que todas as diligências efetuadas se relacionaram exclusivamente com matérias de Comando e Operacionalidade, não tendo sido apontada qualquer irregularidade relativamente à Administração e Gestão da Associação. Entretanto, alguns elementos do Corpo de Bombeiros – voluntários e funcionários- desenvolveram ações de caráter reivindicativo”. 

Já quanto ao STAL e à reunião tida com o sindicato, a direção dos Bombeiros afirma que ainda espera uma proposta. “No âmbito de uma reunião realizada com a estrutura sindical representativa, concluiu-se que não existem matérias pendentes por regularizar, à exceção da revisão do acordo de empresa. Nessa mesma reunião, o sindicato comprometeu-se a formalizar o pedido dos elementos que segundo eles necessitavam para a elaboração de uma proposta, pedido esse que, até à presente data, ainda não foi remetido à Direção”. “A Direção lamenta que determinadas ações e estratégias adotadas possam colocar em causa, no espaço público, o bom nome e a credibilidade de uma Instituição com quase 151 anos de história ao serviço da comunidade. Contudo, e porque existem processos em curso nas entidades competentes, a Direção optou por manter uma postura de responsabilidade e contenção pública, sempre na defesa da verdade, da legalidade e do prestígio da associação”, afirma em comunicado enviado à imprensa. 

“Todos os assuntos têm sido encaminhados para as entidades competentes, através das vias próprias, confiando esta Direção que os factos serão devidamente apurados e esclarecidos em tempo oportuno. Fomos acusados de promover um clima de divisão e falta de diálogo, mas o senhor porta-voz desse pequeno grupo, não referiu que a direção através sempre do diálogo cumpriu sempre com o respeito que tivemos, temos e teremos das questões operacionais e só nos direcionamos para as nossas responsabilidades de Gestão e Administração, porque questões de liderança e comando deveriam ser responsáveis os elementos de Comando”. “Ainda a este propósito, o porta-voz do grupo, não referiu que a Direção solicitou informações relevantes para a boa administração e gestão, e sempre o comando nos negou, referindo quer verbalmente quer por escrito, “ isso é com o comando”. O tempo veio dar razão à Direção, quando teve conhecimento através da atuação de elementos de investigação, mas disto esse grupo não fala. Porque será?? Não informou os autarcas e a população em geral que estes órgãos sociais receberam esta Associação em 2012 com graves situações de relações que existiam; Com situação financeira preocupante. Não informou os autarcas nem a população em geral que estes órgãos sociais receberam em 2012 um quartel que nem licença de utilização tinha. Não informou a população em geral que neste corpo de Bombeiros não existia nenhuma equipa de Intervenção Permanente e hoje temos quatro, e só não nos candidatamos à 5ª EIP não por culpa nossa. Não informou que estes Órgãos Sociais receberam esta associação, com Fundos Patrimoniais em 2012 no montante de 1.221 468,48€ que se conseguiram desde 1875. Não informou a população nem os autarcas que os Fundos Patrimoniais em 2025 são de 2.676 720,23 €. As críticas apontadas de alegadas falhas de comunicação entre a gestão e o corpo operacional esse porta-voz, que foi elemento de Comando devia saber que a comunicação ao corpo operacional tem de ser feito pelo comando e não pela Direção”, diz a missiva. 

A direção refere ainda que “quanto às acusações que proferiram, do não pagamento de Subsídio de Turno, ele é pago aos operadores de central religiosamente, mas aos elementos das Equipas de Intervenção Permanente não lhes é pago, porque há um acordo em documento escrito e assinado por todos os elementos que aceitavam receber 120 euros por mês em vez desse subsídio de turno”. “Quanto ao pagamento de serviço extraordinário é pago integralmente, mas só depois de devidamente justificado pelos serviços, porque até temos um caso de reivindicação de determinadas verbas que não foram pagas em 2009, antes até de esta Direção ter assumido a responsabilidade que assumiu”, diz. 

“O nosso mandato termina em 2028 e somos pessoas de bem e não exitaremos em continuar a defender os interesses desta Instituição, com todo o respeito e seriedade com que sempre o fizemos! Em termos de conclusão, esta Direção, em termos remuneratórios, sempre pagou mais do que o estipulado pelos Governos consecutivos. Sempre pagou mais no subsídio de alimentação, sendo que, nem somos obrigados a pagá-lo. A nossa determinação manter-se-á inabalável na defesa dos valores da Instituição e do lema que nos une: «Vida por Vida», conclui.

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