A Galeria António Lopes recebe, entre os dias 4 e 27 de setembro, a exposição “Pax.05 - (into) The True Blue Glue®”, da autoria da artista plástica Débora Pax.
A inauguração está marcada para as 15h00 do dia 4 de setembro. A exposição poderá ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre.
A mostra reúne 30 colagens desenvolvidas a partir de um processo criativo assente, muitas vezes, na reutilização de desenhos anteriores que a artista não considerava concluídos ou satisfatórios. Débora Pax descreve este processo como um “cozinhado a partir de maus ingredientes para contar uma história”, transformando fragmentos que poderiam ser descartados em novas narrativas visuais.
A artista recupera sobretudo elementos provenientes de ensaios e esboços das suas obras, combinando-os com outros componentes e afastando-se das formas convencionais de inserção de elementos. O resultado são experiências visuais intensas e diversificadas, marcadas pela minúcia e pela experimentação.
Na Galeria António Lopes, Débora Pax apresenta a sua mais recente coleção, Pax.05, mantendo uma identidade artística que cruza a expressividade da pintura com o detalhe gráfico e as abordagens de reaproveitamento e colagem.
Débora Pax é o pseudónimo artístico de Débora Macedo, também identificada no seu portefólio como Débora Andrade. Nascida em 1980, em Santa Maria da Feira, desenvolve trabalho nas áreas da pintura, desenho, colagem, arte digital e tapeçaria.
Em paralelo com a atividade artística, trabalha como Técnica de Património Cultural, área que se relaciona com o seu interesse pela História, Memória e Literatura. É licenciada em Ciências Históricas e pós-graduada em Património Artístico e Conservação, tendo experiência na investigação histórica de bens culturais e na elaboração de documentos estratégicos e modelos de gestão do património cultural.
A sua atividade artística intensificou-se a partir de 2018, ano em que adotou formalmente o pseudónimo Débora Pax e passou a organizar os seus principais projetos e momentos criativos através da denominação sequencial “Pax”, acompanhada pelo número correspondente ao projeto.
Entre o seu percurso artístico destaca-se ainda a execução dos vitrais da Igreja da Misericórdia de Santa Maria da Feira, monumento classificado do século XVI, no âmbito do Projeto Miserere.