A petição pública que exige a criação de um Centro Oncológico de Proximidade na Beira Interior encerrou o mês de “Outubro Rosa” com um total de 9.327 assinaturas recolhidas. A iniciativa, impulsionada por Magna Lourenço, vai continuar a decorrer até reunir as assinaturas de todos os autarcas da região, altura em que seguirá formalmente para a Assembleia da República.
Do total de subscritores alcançados, 6.262 assinaram na plataforma Petição Pública, 453 no portal do Parlamento e 2.612 através da recolha presencial. Segundo a promotora, este número expressivo demonstra que “ter cancro não pode custar mais por se viver na Beira Interior”, deixando uma mensagem clara de que a necessidade da região “já ninguém a pode ignorar”.
Durante o mês de outubro, a causa ganhou visibilidade com a realização da Caminhada Silenciosa Branca, na Covilhã, e através da televisão nacional. O tema já chegou à Comissão de Saúde da Assembleia da República, introduzido na agenda pela associação Careca Power (após articulação com Magna Lourenço). O órgão parlamentar reconheceu a situação oncológica na região como "um problema" e demonstrou abertura para reunir com os promotores da petição para uma análise mais profunda.
Para assegurar que a causa se mantém ativa enquanto o processo legislativo decorre, Magna Lourenço anunciou ainda a criação do MOBI – Movimento Oncológico da Beira Interior. O projeto, que dará origem a uma associação regional de portas abertas a toda a comunidade, promoverá iniciativas mensais dedicadas a diferentes tipos de cancro, procurando mobilizar voluntários e marcar presença nos eventos da região.