Nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, o consórcio do projeto FRUCTHOR-IA (ref. S2/1.1/E0170) reuniu-se em Périgueux, na região da Dordogne, para uma reunião de coordenação centrada no balanço técnico e no alinhamento dos próximos marcos de execução, incluindo a preparação e calendarização dos projetos-piloto a desenvolver em Portugal, Espanha e França.
Durante o encontro, a Associação de Municípios da Cova da Beira, parceiro português do projeto, apresentou a Estratégia de Comunicação, definindo a abordagem de divulgação e envolvimento de públicos (produtores, entidades públicas, ecossistema de inovação e cidadãos), com foco na demonstração em contexto real e na transferência de conhecimento para o setor hortofrutícola.
A reunião incluiu ainda um ponto de situação por parte dos parceiros, consolidando a articulação entre desenvolvimento tecnológico e validação em campo: as soluções assentam em robótica autónoma, visão artificial e inteligência artificial, com atenção à adaptabilidade a diferentes culturas, condições de terreno e requisitos operacionais, assegurando robustez e viabilidade nos ensaios piloto.
Em termos de organização do trabalho, o FRUCTHOR-IA avança em paralelo na identificação e priorização das necessidades de automatização do setor, no desenvolvimento e integração de soluções robóticas (incluindo monitorização de culturas e trabalho colaborativo humano-robô), na validação e demonstração à escala piloto em vários territórios e, por fim, na transferência para o tecido produtivo, apoiada por ações de capacitação e por uma estratégia de aceitabilidade/viabilidade financeira que explore modelos de investimento partilhado e mutualização entre explorações compatíveis.
O consórcio do projeto é liderado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) – Centro de Automática y Robótica (CAR) e integra 10 beneficiários, Associação de Municípios da Cova da Beira , incluindo Instituto Tecnológico de Castilla y León (ITCL), Fundación Andaluza para el Desarrollo Aeroespacial (CATEC), Chambre d'Agriculture Dordogne, Conseil Départemental de la Dordogne, Agerpix Technologies, École Supérieure des Technologies Industrielles Avancées (ESTIA), Instituto Politécnico de Bragança – CeDRI e Instituto Politécnico de Viseu através da Escola Superior Agrária.
Miguel Gavinhos, Presidente do Conselho Diretivo da AMCB refere que neste contexto, a sua ambição de implementar projetos-piloto em municípios e na região, tem como objetivo contribuir para trazer demonstrações reais ao território, recolher evidência técnica e criar condições para futura adoção e escalabilidade das soluções no setor.