Vivemos numa época em que parece que quem faz mais barulho é que colhe mais louros. Será assim? Será que esta é uma realidade verdadeira, ou uma mera perceção?
Nos últimos meses a campanha política Presidencial e o Parlamento mostraram-nos que cada vez há mais ruído na política e na sociedade portuguesa, mas por vezes isto é como uma laranja é grande e reluzente, mas quando a abrimos não deita sumo nenhum.
Mas a verdade é que o nosso país é uma laranja sumarenta com potencialidades, com qualidades e potencialidades ímpares que fazem inveja a muitos outros países da Europa e do Mundo. Esta é a verdade e por vezes o ruído que é feito à volta de certas situações distrai-nos do essencial.
Penso que houve um tempo em que esse ruído funcionava bem, tinha muitos adeptos, mas com o tempo parece-me que se vai desvanecendo, tem alguns apaniguados é certo, mas a grande maioria das pessoas prefere a calma e os bons costumes democráticos.
Fiquei espantado da forma como na semana passada alguns deputados de um determinado partido se insurgiram contra o primeiro-ministro em funções, eleito democraticamente pelo povo, goste-se ou não. O desdém e o palavreado feroz e atroz que chegou a um determinado momento e já um deputado quase tratava o primeiro-ministro por tu.
Há regras, há limites democráticos que têm de ser respeitados e a Democracia faz-se a respeitar quem governa e quem foi escolhido pela maioria da população.
Por isso, muitas vezes me questiono se a casa da Democracia que é o Parlamento deve ser para todos os que lá estão? Ou se todos os que lá estão merecem sentar-se naqueles lugares.
O respeito é muito bonito e deve ser exigido. Mais oposição construtiva e menos ruído precisa-se.