Nuno Fazenda quer PTRR com medidas concretas e que cheguem ao interior
Por Jornal Fórum
Publicado em 26/02/2026 09:51
Política

O deputado do Partido Socialista eleito pelo Círculo Eleitoral de Castelo Branco, Nuno Fazenda, disse hoje que o programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR), anunciado pelo Governo, não passa de um plano de intenções, sem estratégia, sem prioridades, sem calendário e sem orçamento.

No plenário que decorreu na Assembleia da República subordinado ao tema "Escudo Social: Proteger e reconstruir as comunidades nos concelhos afetados pelas tempestades”, Nuno Fazenda frisou que o Governo apresentou um “plano vazio” aos portugueses e que, ao pretender desenvolver esse plano em 30 dias, “revela um profundo desconhecimento do que é planeamento sério”.

Por outro lado, explica o deputado, revela também um profundo desconhecimento dos planos já existentes em Portugal. “Sim, o país já dispõe de vários planos e vários instrumentos em áreas críticas precisamente para a resiliência e para a competitividade do país”, explicou Nuno Fazenda, dando como exemplos o Plano Nacional de Investimentos, o Plano Nacional de Água 2030, o Portugal 2030, o Plano de Emergência e Proteção Civil para 2030.  “E o que estes planos têm em comum é o seguinte: foram feitos com tempo, com ciência, com o envolvimento de atores, das empresas, da academia. E esses planos é que tem de ser concretizados”, defendeu o deputado socialista, para quem o governo “falhou na prevenção e nas respostas de urgência aos portugueses, e está novamente a falhar naquilo que são as respostas para a recuperação e resiliência”.

Nuno Fazenda lembrou que o Partido Socialista apresentou no Parlamento dois projetos de resolução com várias medidas no domínio da agricultura, das empresas, da habitação, das infraestruturas, e que foram aprovadas, pelo que “compete ao Governo acolher as propostas da Assembleia da República para avançar”.  O deputado criticou ainda o facto de o Governo estar a propor dívida às empresas, em vez de apoios. “Aquilo que o Governo está a dar às empresas que foram devastadas não é apoios concretos, é dívida, é empréstimo. Ora, isso não são apoios concretos. Tem que haver apoios a fundo perdido”, defendeu.

Enquanto deputado eleito por Castelo Branco, Nuno Fazenda lembrou que, desde o dia 11 de fevereiro, a linha da Beira Baixa está interrompida. “Convinha que alguém da bancada que apoia o Governo informasse que existe Beira Baixa, que a linha está interrompida, que não há nenhum transporte alternativo, que não há nenhum transporte de transbordo e não há sequer nenhuma máquina naquele território. Ora, há mais país para além da A1 e por isso era importante que as bancadas que apoiam o Governo lembrassem que também têm de olhar para a Beira Baixa”.

Gostou deste conteúdo?
Ver parcial
Sim
Não
Voltar

Comentários
Comentário enviado com sucesso!

Chat Online