“Feira de Trancoso” reconhecida como Património Cultural Imaterial Concelhio
Por Jornal Fórum
Publicado em 27/02/2026 13:28
Cultura

A Assembleia Municipal de Trancoso aprovou ontem, em sessão ordinária que se realizou no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma proposta da Câmara Municipal para reconhecer a “Feira de Trancoso” (Feira Franca de S. Bartolomeu e outras Feiras do concelho) como Património Cultural Imaterial de interesse municipal, com vista à sua salvaguarda e divulgação.

A Feira Franca de S. Bartolomeu, criada por carta régia de D. Afonso III em 1273, é a feira franca mais antiga do país ainda em atividade e serviu de modelo a vários monarcas para a criação de outras feiras do mesmo tipo um pouco por todo o país, como em Coimbra, Viseu, Porto, Amarante, Bragança, Castelo Branco, Feira, Barcelos ou Chaves.

Para além da Feira de S. Bartolomeu, foram ainda reconhecidas todas as feiras semanais, anuais ou temáticas que se realizam no concelho de Trancoso e que totalizam o impressionante número de 72 por ano, isto é, em média, uma feira a cada cinco dias. As feiras são um elemento central da identidade dos habitantes de Trancoso e têm um impacto decisivo na economia, ritmos e hábitos das comunidades.

Como medidas de salvaguarda e promoção deste fenómeno socio-comercial, foram apresentadas várias medidas que vão desde a melhoria dos espaços onde decorrem as feiras, a revisão dos regulamentos, a promoção de atividades que preservem a memória e a aposta ambiciosa na sua divulgação.

A Câmara Municipal de Trancoso pretende, posteriormente, candidatar a “Feira de Trancoso” (expressão genérica utilizada por Gil Vicente no Auto de Mofina Mendes, em 1534) a património cultural imaterial de âmbito nacional.

 

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