Deputados do PS recusam fusão dos Centros de Emprego da Guarda e da Covilhã
Por Jornal Fórum
Publicado em 11/03/2026 11:52
Política

A eventual fusão dos centros de emprego da Guarda e da Covilhã, que estará a ser preparada no âmbito de uma reorganização da rede de centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), está a preocupar a população do interior e levou os deputados do Partido Socialista a questionarem a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Esta é apenas uma das fusões que constam da proposta do Governo para a reorganização deste Instituto, segundo notícias recentemente divulgadas na comunicação social, e que suscita legítimas inquietações, sobretudo nos territórios do interior. Fica em causa a manutenção da proximidade dos serviços públicos às populações, a capacidade de resposta do IEFP às necessidades das empresas e trabalhadores locais, com impacto direto na coesão territorial.

Os deputados do PS salientam o papel determinante que os centros de emprego desempenham no acompanhamento de desempregados, na promoção da qualificação profissional e na ligação entre a oferta e a procura ativa de trabalho, funções particularmente relevantes em territórios de baixa densidade. Extinções e fusões de serviços públicos implicam perda de proximidade, presença territorial, bem como de autonomia, capacidade de decisão local e agilidade nas respostas, no caso concreto em áreas tão sensíveis como a inserção de pessoas no emprego, o ajustamento da formação profissional às pessoas e ao tecido económico e o apoio ao desenvolvimento das empresas, o que terá inevitavelmente potenciais impactos negativos na coesão social e no dinamismo económico nestes territórios.

Nesse sentido, perguntam ao Ministério do Trabalho se confirma a intenção de proceder à fusão do Centro de Emprego da Guarda com o Centro de Emprego da Covilhã e, em caso afirmativo, quais são os fundamentos técnicos e estratégicos que justificam esta decisão.

Pretendem ainda saber que avaliação foi realizada sobre o impacto desta medida no acesso das populações e das empresas aos serviços do IEFP nos territórios abrangidos e de que forma pretende o Governo garantir a proximidade e a qualidade do atendimento aos utentes destes concelhos e dos territórios envolventes.

Por último, perguntam se está prevista a manutenção de serviços de atendimento permanentes tanto na Guarda como na Covilhã e que impacto terá esta reorganização ao nível dos recursos humanos e das estruturas locais do IEFP nestes territórios.

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