E se vivêssemos mais devagar?
Tudo seria mais belo!
o espelho não perderia a imagem projetada
a flor não murcharia com o calor,
a pele não perderia o odor,
aproveitávamos mais o amor.
O abraço seria eterno!
no prazer infinito de um beijo materno
num colo quente, ardente
de mãos que embalam um inocente.
O ser humano seria mais consciente
espalhando PAZ, evitando a guerra
a morte, a chacina, o sangue
derramado no rosto imberbe
do jovem armado em militar
que não pediu para lutar!
E se tivéssemos todo o tempo
do mundo para viver?
A CRIANÇA seria o futuro
O HOMEM, garante
de um PORTO SEGURO!
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Não queres ser feliz?
A vida não é vivida plenamente
A amargura ocupa o teu
coração sabiamente,
permites a humilhação,
a frustração, a distração.
Não queres ser feliz?
Abraças o rancor em vez do amor
Não tens pudor!
Espelhas inveja, ciúme, raiva.
Arrogância, ganância, sem medida
e de forma incontida.
Não queres ser feliz?
Tens um coração frio, mente
diluída em futilidades, mentes
com habilidade, foges da realidade.
Carregas nos ombros
despotismo, egocentrismo, indiferença
maledicência.
Não queres ser Feliz?
Se nesta época de maior reflexão,
não entenderes que tens de mudar
de partilhar, perdoar e amar
Então não queres ser feliz.
Muda, para conseguires mudar o Mundo!
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Quando for grande
não quero perder o sorriso
inocente, a gargalhada estridente.
Quando for grande
quero saltar nas poças de água,
sujar-me na terra do quintal,
apanhar grilos e alimentar bichos-
da-seda.
Quando for grande não quero
perder o brilho no olhar, o andar
desengonçado, as tropelias inofensivas.
Já sou grande.
O sorriso é intermitente
a gargalhada nem sempre é inocente.
Já não há grilos, secou a terra.
A caixa está vazia, os bichos-da-seda morreram.
As tropelias estão contidas.
Abri os olhos e vi o mundo. Cresci!
Poemas da autoria de Maria Fael