O Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP) reagiu às críticas da concelhia do PSD da Covilhã, reiterando que a recente reestruturação do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) representa uma efetiva perda de protagonismo e de capacidade de decisão para o concelho. Em comunicado, os deputados municipais do movimento justificam o seu voto de protesto como uma ação preventiva de defesa da estrutura local, recusando as acusações de que o tema seja uma “mentira” ou uma “não questão”.
Para contrariar a tese social-democrata de que a unidade da Covilhã saiu “reforçada” com a nova orgânica, o MIPP baseia-se na Deliberação n.º 1007/2026 (publicada no Diário da República), que designou os novos dirigentes da Delegação Regional do Centro. O movimento aponta que, enquanto para o Centro da Guarda foi nomeado um “Diretor de Centro”, a estrutura da Covilhã passou a ser liderada por uma “Subdiretora de Centro”. Os eleitos questionam como pode haver um reforço institucional quando a responsável local transitou da categoria de diretora para subdiretora.
Relativamente à hierarquia dos serviços, o MIPP regista o esclarecimento de que a unidade da Covilhã não reporta ao Centro da Guarda, mas sim ao Delegado Regional do Centro, contudo argumenta que a ausência de subordinação direta não significa que o grau de autonomia anterior tenha sido mantido. Para dissipar dúvidas, o movimento desafia a publicação da antiga diretora face aos da atual subdiretora.
O comunicado do MIPP sublinha ainda o desfecho do voto de protesto na Assembleia Municipal da Covilhã, recordando que o documento foi aprovado com uma ampla maioria de 38 votos a favor (MIPP, PS, PCP, Chega e 22 independentes) contra 10 votos desfavoráveis (PSD, CDS-PP e três independentes). O movimento conclui afirmando que a sua prioridade é defender o município perante qualquer governo, preferindo agir preventivamente contra os processos de centralização administrativa.