O nosso quotidiano é moldado pelo stress das profissões, os dramas no trânsito, os problemas familiares que não nos permitem observar o que se passa à nossa volta.
Este temporal que passamos na semana passada é muito mais que um aviso meteorológico de vento severo e chuvas fortes, foi um alerta global para nós olharmos mais para as nossas ações, para dar valor às verdadeiras necessidades em vez de darmos a futilidades.
Naquela noite percebemos todos a importância da vida, mas nem todos lhe damos valor no dia-a-dia, pois somos bombardeados de informações e de momentos que não podemos controlar, mas esquecemo-nos que a vida nos dá apenas uma oportunidade de sermos felizes e de passar tempo com as pessoas que mais amamos.
E é nestes tempos que o planeta nos coloca à prova e nos deixa em carência de algo, seja eletricidade, internet, etc e é aqui que repensamos nas nossas atitudes, mas depois acabamos por esquecer daquela lição que nos é dada.
No pós-temporal vimos uma sociedade moldada a uma nova realidade, juntos uniram-se em prol das cidades destruídas, sem qualquer valor monetário associados, equipas inteiras a trabalhar na reconstrução de casas, famílias unidas, o reencontro entre amigos que não se viam, um genuíno trabalho em equipa que normalmente não vimos.
Agora pergunto, será mesmo necessário uma destruição total para passarmos a olhar para o que nos rodeia e não só para nós próprios?
Infelizmente eu acho que sim, pois é necessário sentirmos medo para mudarmos.
Temos e devemos estar atentos ao que se passa à nossa volta, o nosso planeta grita por ajuda e só é possível mudar o Mundo se as sociedades estiverem unidas, tal como se costuma dizer “a união faz a força” e só esta entreajuda, a empatia tornaram tempos difíceis em tempos mais fáceis.