A função da comunicação social deve assentar na promoção da verdade e sua descoberta, mas também na de levantar e discutir assuntos de uma comunidade, se não o fizer, o seu trabalho está comprometido.
Durante a última semana fui abordado por várias pessoas do porquê do programa «A Hora da Verdade» discutir maioritariamente temas locais, como se isso fosse uma grande admiração. Mas o que queriam que discutíssemos? O que queriam que debatêssemos? Os problemas de Lisboa? Do Porto? De Braga?
O programa quando foi concebido foi precisamente para discutir temas locais, apresentando soluções e sempre com uma crítica construtiva subjacente. Nunca com o objetivo de denegrir, difamar ou puxar louros para este ou para aquele. Dêmos o exemplo na campanha eleitoral, não só nesse programa, como em todos, quem pertenceu a listas autárquicas saiu no mês de junho de todos os programas e de crónicas de opinião no jornal, só assim poderíamos manter a isenção e a credibilidade. Tal como demos o exemplo ainda durante a campanha entrevistando 75 candidatos às Juntas de Freguesia, de todas as forças políticas que concorreram ao ato eleitoral, e também o fizemos sempre isentamente, tanto nas autárquicas, como nas Presidenciais.
Por isso à pergunta porque discutimos quase sempre temas locais, respondo: discutimos os assuntos que entendemos ser de interesse para a comunidade, apresentando soluções para os mesmos, porque o nosso compromisso é pelo serviço público e todos os intervenientes o fazem com sentido de responsabilidade e não com o intuito de atacar seja quem for.
Agradeço ainda o facto de ser o programa de política mais ouvido da região, é sinal que os temas discutidos são considerados pertinentes pelo público.