No dia 24 de janeiro (sábado), às 21h30, o Teatro Municipal da Covilhã (TMC~) apresenta o espetáculo “Aguarda Referendo”, pela companhia Camisola Preta.
“Aguarda Referendo” é um concerto participativo dirigido por João Figueira, que convida o público a votar e a decidir o rumo de cada apresentação. Inspirado nos princípios do 25 de Abril de 1974, o espetáculo só ganha sentido com a participação ativa da plateia, explorando dois pilares essenciais da democracia: a discussão pública e o direito de escolha.
Com um formato próximo de um jogo, o espetáculo parte sempre do mesmo ponto de origem, mas abre caminhos e perspetivas diferentes em função das escolhas do público. Cada concerto é único, se o público assim decidir. Ao invés de abordar a política pelas vias tradicionais, “Aguarda Referendo” cria um diálogo vivo com quem assiste, transformando cada concerto num espaço de participação ativa, onde público e intérpretes moldam juntos a experiência. É um jogo coletivo, imprevisível e estimulante — e merece ser jogado.
“Aguarda Referendo” é um dos projetos apoiados pela edição de 2024-25 do programa «Arte pela Democracia», uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril em parceria com a Direção-Geral das Artes. O Programa «Arte pela Democracia» promove projetos artísticos que se enquadrem nas Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e que contribuam para a reflexão sobre a relevância deste acontecimento na construção da democracia.
No âmbito do serviço de Comunidade e Mediação de Públicos, o TMC~ realiza na tarde do dia 23 de janeiro (sexta-feira) uma sessão extra do espetáculo “Aguarda Referendo”, exclusiva para alunos do 3º ciclo e do ensino secundário do concelho da Covilhã.
Ainda no mesmo âmbito e como complemento à apresentação do espetáculo, o TMC~ e a Camisola Preta desenvolvem nas escolas do concelho um conjunto de ações denominadas “As portas que voto abriu”. De 19 a 22 de janeiro, nas escolas EPABI – Escola Profissional de Artes da Covilhã, Escola Secundária Frei Heitor Pinto, Escola do Terceiro Ciclo do Teixoso e na Escola Secundária Quinta das Palmeiras, realizam-se 17 sessões, com a participação de 29 turmas e abrangendo 460 alunos. Esta iniciativa resulta de uma parceria da Camisola Preta com o movimento “Eu Voto!” e o seu fundador, Vasco Galhardo, com o objetivo de incutir a literacia política na comunidade escolar e para esclarecer e debater a importância do voto. As ações formativas “As portas que o voto abriu” consistem em sessões de 50 minutos onde se abordam as bases de uma democracia, as diferenças entre o pré e o pós 25 de abril de 1974 no regime político português, a importância do voto e as consequências da abstenção. Pretende-se fomentar o interesse dos jovens pela participação democrática e questionar a importância do ato de votar e da discussão pública para a manutenção de uma democracia saudável.
A Camisola Preta é uma companhia artística multidisciplinar, formada oficialmente em 2023, no Fundão, por João Figueira. Através de diversos artistas, de diferentes áreas, a companhia propõe a criação de espetáculos originais e multidisciplinares. Na base da sua pesquisa e processo de trabalho problematiza-se a forma como a linguagem artística é criada, interpretada e apresentada ao público. Procura-se uma abordagem sem amarras ao palco e a interrogação dos papéis consagrados que cada disciplina artística tradicionalmente apresenta. Parte-se de uma abordagem colaborativa entre as diferentes artes que compõem a obra e tentam-se formar novos signos e interpretações através das dissonâncias entre cada intérprete ou linguagem base. O objetivo é claro: procurar uma linguagem mais abrangente e que penetre com mais eficácia em cada espectador que vivencie os espetáculos.