Luís Marques Mendes, nasceu em Guimarães, em 1957. É um dos nomes mais veteranos e reconhecidos da política portuguesa contemporânea. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, construiu uma carreira política de largas décadas, tendo começado como autarca, em Fafe, ainda muito jovem. Ao longo dos anos, foi integrando governos, parlamento, liderança partidária, Conselho de Estado entre outros cargos, tendo sido mais mediatizado na qualidade de comentador político, mais recentemente.
A sua trajetória inclui cargos de Secretário de Estado, de Ministro, líder do PSD entre 2005 e 2007 e uma presença constante na vida pública, seja na qualidade de deputado, de conselheiro ou de comentador na televisão, em horário nobre. Aquando do anúncio da sua candidatura presidencial, Marques Mendes afirmou sentir-se útil ao país e que Portugal não pode, aos dias de hoje, atravessar um tempo de aventuras, de experimentalismos ou tiros no escuro.
O argumento central da sua candidatura assenta na experiência política como principal qualificação para Belém. Marques Mendes tem repetido que o Presidente da República deve ser alguém com profundo conhecimento das dinâmicas políticas e das instituições democráticas no nosso país. Alguém capaz de mediar conflitos, construir consensos e dar segurança e previsibilidade ao sistema democrático, algo que só a experiência política garante.
Para Marques Mendes, o cargo de Presidente da República é eminentemente político não podendo ser entregue a soluções que equacionem apenas carisma ou reputação mediática.
No plano programático e retórico, Marques Mendes tem colocado a estabilidade política, a ética na vida pública e a construção de pontes entre forças políticas no centro da sua candidatura e na qualidade de prioridades transversais. Sublinha que o Presidente deve atuar como um mediador para evitar crises e dissoluções frequentes e promover entendimentos que garantam continuidade e coerência no funcionamento das instituições, enquanto combate a corrupção e reforça a justiça social, o crescimento económico e a regulação responsável da imigração. As suas declarações também têm realçado a importância das convergências no diálogo, num momento da democracia que é caracterizado por altos índices de desconfiança por parte dos eleitores perante a política tradicional.
Marques Mendes conta com o apoio formal do PSD e do CDS-PP e justificou esses apoios com base no seu percurso, capacidade de diálogo e promessa de estabilidade institucional. Mantém, por isso, a narrativa de que a sua posição objetiva é ser independente e aberto a todos os portugueses que o queiram apoiar, não se confinando a uma perspetiva meramente partidária.
A sua longa experiência política é, em simultâneo, o seu ponto forte e um ponto fraco. Se por um lado confere conhecimento profundo das estruturas do Estado e das relações diplomáticas e institucionais, por outro, pode ser interpretada como parte de uma classe política tradicional perante um eleitorado hoje mais atento à renovação e à proximidade.
Nas sondagens mais recentes, Marques Mendes surge, de forma constante, como um dos principais candidatos à vitória, o que reflete bem a sua relevância e peso eleitoral. Em suma, a candidatura de Luís Marques Mendes à Presidência da República representa a tradução de décadas de intervenção pública no projeto alicerçado na experiência, estabilidade, ética como fundamentos de atuação do Presidente.